Como seria se alienígenas invadissem a Terra?


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Aliens, ETs, extraterrestres. Não importa como você os chama, alienígenas são protagonistas de um dos temas mais explorados na ficção: a invasão da Terra. Quase sempre com resultados terríveis para nós, claro.

Seres gosmentos e/ou destruidores parecem estar no topo da preferência. Entre os mais reconhecidos, figuras como Alien e Predador — e os dois juntos, no filme de 2004. Prefere os ingênuos bonzinhos? Tem para todos os gostos: fofinhos (ET), engraçados (Man in Black), mensageiros (The Day the Earth Stood Still), missionários (Starman).

Mas nosso inconsciente parece alerta, prevendo a catástrofe no hipotético evento. Afinal, tem como funcionar a relação entre formas de vida inteligente em colossal desnível? A maioria das teorias parte da premissa básica: se não os achamos primeiro, é porque somos inferiores. Seres desenvolvidos o bastante para navegar pelo espaço e nos visitar, teriam que intuito? Agressivo, ou só tomar um café e voltar pra casa?

Se nossa própria história servir de modelo, como na chegada dos conquistadores à América… É preocupante, no mínimo. Seríamos índios enfrentando europeus? Ao menos teríamos flechas para fazer um estrago. Estamos mais para formigas, vivendo tranquilas até o Joãozinho andar pelo quintal e notar o formigueiro.

Pisando no formigueiro

Também é possível deduzir que, com sorte, eles seriam avançados política e socialmente. Talvez tivessem respeito por aquela estranha e rudimentar vidinha, e nos deixassem em paz. Quem sabe já estão por aí nos observando? Quem sabe até cooperando com novas tecnologias? Quem sabe mandariam alienígenas sedutoras e sensuais para contatos de sétimo grau, gerando uma nova espécie? [Tá, parei.]

Voyager 1: em quase 40 anos de viagem, 19 horas-luz vencidas. Sem ser interrompida, pode ficar bilhões de anos cruzando o universo.

Para chegar aqui, ao menos com tecnologia possível (segundo o que conhecemos), eles gastariam muitos recursos. Estamos falando de uma viagem tão longa, mas tão longa, que a maioria das pessoas sequer compreende as grandezas envolvidas. Inclusive eu, mas que tal um exercício mental?

A estrela mais próxima conhecida que pode abrigar vida “como nós” é a Wolf 1061. Em 2015, foram descobertos três planetas ao redor dela, sendo um mais ou menos como a Terra. Eles estão a menos de 14 anos-luz.

Um ano-luz é igual a 9467280000000. Quase 10 trilhões de quilômetros. Os planetas estão a 14 vezes essa distância, e nem vou fazer a conta, acho que deu pra ter uma vaga ideia, né?

O mais distante objeto feito por nós é a Voyager 1. A sonda, lançada em 1977, entrou oficialmente no espaço interestelar em agosto de 2012. Viajando a 17 km/s, ela está hoje a umas 19 horas-luz de distância. Para bater a marca de 1 ano-luz, são 18 mil anos pela frente. Nossa humilde sonda levaria nada menos que uns 250 mil anos pra chegar lá.

Vale lembrar que sua rota atual, sem acidentes, a levará à região da estrela Gliese 445, que fica a 17,6 anos-luz. Pena que a Voyager não estará mais ativa há centenas de milênios quando isso acontecer: uns 400 mil anos à frente. E nem nós, aliás.

São distâncias que beiram o incompreensível. Mas uma nave movida por tecnologia alienígena, viajando a frações da velocidade da luz¹, levaria “só” algumas décadas, sem escala. Partindo de um ponto mais próximo já explorado pelos aliens, ou com naves mais rápidas, a viagem seria reduzida.

¹Vamos ficar na teoria e ignorar aceleração e desaceleração, relatividade, etc, senão complica ainda mais.

Se chegássemos a um planeta habitável ocupado por inteligência inferior, o que faríamos?

  1. Viraríamos as costas depois da longa jornada, deixando tudo como encontramos 🤣.
  2. Trocaríamos espelhinho por ouro com os nativos num gesto de camaradagem. E depois você sabe o que acontece.

A resposta óbvia é combustível do temor de vários cientistas sobre procurar o que não perdemos. As Voyager, por exemplo, carregam discos dourados com informações sobre nós. Tem músicas de Bach e Chuck Berry, fotos de golfinhos e… a posição do nosso Sol. Se uma delas for interceptada e decifrada, tais inteligências podem passar para um café ou algo mais. Verdade que é improvável, pois além das sondas serem minúsculas na imensidão, já espalhamos sinais de nossa presença: transmissões de rádio e TV nos denunciam num raio de mais de 50 anos-luz, facilmente captáveis por naves perdidas por essas bandas.

Aliens avançados assim poderiam se tornar nômades, conquistando e colonizando quaisquer planetas que alcançassem“, disse Stephen Hawking em 2010 num episódio da série “Into the Universe with Stephen Hawking” transmitida pelo Discovery Channel. “Neste caso, faria sentido para eles explorar cada novo planeta em busca de material para construir mais naves espaciais, e assim continuar“.

Dependendo da complexidade dos invasores, e dos recursos que suas aventuras demandassem, a Terra seria só um entreposto. O que precisassem seria encontrado longe daqui, em abundância.

Na pior das hipóteses, para seres com milhões ou bilhões de anos de evolução, seríamos pouco mais que bactérias. Isto permite pensar que qualquer recurso local seria explorado sem preocupação com o bem-estar de bactérias. E ao mesmo tempo deixa a funesta dúvida: sendo tão avançados, precisariam de nós?

Na melhor hipótese, eles respeitariam as formas de vidas. Tal como você que mergulha para ver corais, mas não os toca porque são parte de algo que leva milhares de anos para se formar. Vida inteligente é rara, como já constatamos. Faria sentido encontrar um tesouro e destruí-lo? Para a escritora e diretora Ann Druyan, essa é a teoria mais aceitável:

Podemos chegar a um futuro onde seremos menos violentos e tacanhos. Espero que civilizações extraterrestres não sejam mais proficientes só em tecnologia, mas também conscientes da raridade e preciosidade da vida no cosmos.

Mas e se quiserem guerra?

Aí ferrou

É disso pra pior, bem pior. Independence Day, de 20th Century Fox © 1996

Se a pior hipótese fosse também a verdadeira, game over pra nós. Ponto. São vários caminhos, dependendo do tipo de criatura que desembarcasse. Predadores? Conquistadores? Em quase todos os cenários, estaríamos no lado derrotado.

Exemplos?

1. Limpar a Terra da nossa presença. Como únicos seres inteligentes por aqui (apesar dos pesares), seríamos a maior e talvez única ameaça ao plano, em maior ou menor escala. Quanto mais parecidos com a gente, mais provavelmente seríamos eliminados — menos concorrência, melhor.

Nos conhecendo e sabendo o que nos é letal, seria moleza para quem faz viagens interestelares criar um vírus ou certa forma de manipulação genética seletiva: nos afetaria, preservando demais vidas. Se quisessem matar tudo, mais fácil ainda. Nem precisariam descer para um tête-à-tête, como nas produções de Hollywood. Chance de sobrevivência: zero.

2. Coexistir, e não exatamente no melhor sentido da palavra. Sabe-se lá o porquê, eles descem e tomam conta, mas nos deixam ficar no quintal. Simpático, né?

O tratamento não seria tão diferente do que damos aos animais. Precisa falar mais? Seríamos cobaias para testes de todo tipo: estudos bizarros (não pra eles), experimentos genéticos. Talvez nos levassem, ou reproduzissem artificialmente, para experiências em planetas inóspitos e condições extremas. Ou para lugares em que eles mesmos não fossem adaptados. Ou nos trocariam por recursos e influência com outras civilizações avançadas, nos moldes do tráfico negreiro.

De acordo com a evolução dos novos donos da Terra, supõe-se que teriam grande demanda de energia. Não seríamos as baterias humanas de Matrix: produzimos pouco até para nossos padrões, menos ainda para quem viaja entre estrelas. Comida, então? Segundo o livro “Aliens: The World’s Leading Scientists on the Search for Extraterrestrial Life”, que reúne posições de vários cientistas sobre o assunto, seríamos péssimo gado de corte. “Para obter nutrientes nos comendo, os corpos dos aliens precisariam processar moléculas como aminoácidos e açúcares. E isto requer uma bioquímica similar — improvável numa espécie originária de um mundo diferente“. Ufa…

Poderíamos ainda ser reduzidos a escravos locais. Melhor dominar a humanidade e fazê-la trabalhar, ou gastar recursos e pessoal próprios? Surgimos aqui e somos ferramentas perfeitas para o ambiente.

3. Destruir. Uma civilização evoluída nos percebe fazendo zoeira demais, e decidem “dar um reset“. A simples análise de nossa atmosfera, cada vez mais poluída, é sinal de atividade dita inteligente. Segundo pesquisadores da Universidade da Pennsylvania, o fato poderia ser tomado como indício de uma sociedade tecnologicamente em progresso, mas em estado de desordem.

É como o grande formigueiro que cresceu fora de controle em seu jardim, e você não fez nada porque achava bonitinho. Formigas se espalham, invadem a casa, atacam seu açúcar, o berço das crianças. O jeito é dar um jeito nele. Aí valem as mesmas teorias do modelo 1. Bombas à distância, alterações genéticas, etc. Chance: zero.

Resumindo, só teríamos chance sob uma de duas teorias. Primeiro, a civilização visitante ser tão avançada em todos os sentidos, que nos preservaria, talvez até colaborasse. Segundo, tentassem nos “domesticar”, dando tempo de entendê-los e, com sorte, descobrir algo para combatê-los.

Ou aceitar a dominação e ir já pra casinha, Totó!

Paradoxo

Gort, o robô de O Dia Em Que A Terra Parou: atingir tal tecnologia levaria milhares, talvez milhões de anos.

Claro que a própria existência de tal visitante é questionável. Para o físico britânico Brian Cox, extraterrestres assim não apareceram e nem vão, porque se destruíram ou ainda não existem.

Cox sugere que a taxa de evolução em áreas como ciência e tecnologia teria que ser incrivelmente maior que nas instituições políticas. Isto os levaria a um modelo autodestrutivo, com armas e poluição em massa sobrando e razão faltando, muito antes de dominar tecnologia para construir as naves.

Pensou num certo planeta azul? Pois é, também vale pra nós.

É uma possível resposta ao chamado Paradoxo de Fermi: como é possível que existam tantas estrelas e planetas, e nunca termos encontrado vida? Civilizações podem ter pensado o mesmo antes de desaparecer, vendo nosso Sol por um supertelescópio e sem desconfiar que estamos aqui.

Uma solução para o paradoxo é que não é possível governar um mundo com poder o bastante para se destruir, e que precisa de soluções cooperativas globais para prevenir isso“, explicou Cox. Nada impede a existência de outras grandes civilizações, mas também nada garante que ainda ou existam.

Segundo Woodruff Sullivan, astrônomo da Universidade de Washington:

O universo tem mais de 13 bilhões de anos. Isto siginifica que, mesmo que tenham existido 1000 civilizações em nossa galáxia, se viveram tanto quanto nós estamos por aqui — mais ou menos 1o mil anos —, então é quase certo que a maioria já está extinta. E outras não evoluirão até que nós tenhamos partido há muito tempo. Para termos chance de encontrar outra civilização “contemporânea” com atividade tecnológica, elas precisam durar muito mais que a nossa própria existência.

Para o filósofo sueco Nick Bostrom, conhecido pelo trabalho sobre os riscos envolvendo superinteligência, o resultado mais seguro é não encontrar aliens. “O silêncio do céu noturno é dourado, e na busca por inteligência extraterrestre, nenhuma notícia é uma boa noticia. É a promessa de um futuro potencialmente ótimo para a humanidade“.

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