Afinal, por que gatos têm medo de pepino?

Muita gente ficou sem entender os vídeos com gatos em verdadeiro pânico diante de inocentes pepinos. Mas a explicação é bem simples.


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Desde o final de 2015, circulam diversos vídeos de uma pegadinha com gatos. O bichano está lá tranquilo, geralmente comendo, quando alguém coloca um pepino perto dele, sem que perceba. A ideia é que seja notada a “invasão” assim que o animal sair da distração.

E o resultado é… bem, esse:

Rapidamente virou febre filmar o próprio gato reagindo aos pepinos. Muitos fogem em pânico, como se tivessem visto um monstro; outros se assustam e recuam, e alguns poucos ignoram.

Cruel, mas não dá pra negar que é curioso. Por que acontece?

A solução óbvia é: o fruto parece uma cobra, e isso assusta o gato. Mas por que alguns se assustam e outros não? E como seu gato sabe o que é uma cobra, se nasceu no pet shop e nunca viu uma? E mais: se eles têm tanto pavor, por que não se assustam se o pepino for mostrado em outra situação?

Evolução, baby

Por que os gatos têm medo de pepino?

Não precisa ser pepino. Se assistiu o vídeo, você deve ter notado que algumas pessoas usaram abobrinhas. Se assistir esse, verá que eles se assustam com basicamente qualquer coisa: meias, barulhos estranhos, roupas, bananas. Já tive um gato que tinha pavor da mangueira do aspirador de pó. E assim vai, cada um com sua reação.

Ou seja: o que gatos temem não é bem um pepino, mas o posicionamento de um objeto que não estava lá na última vez em que examinaram o local. A casa é um ambiente seguro; o bicho entende que não há ameaças e fica com a guarda baixa. Se de repente tromba com um troço que não estava lá antes, o sistema de defesa grita “ei, isso deve estar vivo“, e daí a reação natural de medo, fuga ou confronto.

Claro que a vaga semelhança do pepino com uma cobra ajuda.

E daí vamos para a segunda pergunta.

Se seu gato nunca viu uma cobra, como sabe que a figura representa ameaça?

É onde entram instinto e evolução.

Por milhares de anos, gatos (e outras criaturas) se desenvolvem lidando com espécies representam perigo. Estudos recentes sugerem que conhecimento, traumas e experiências são, de alguma forma, transmitidos aos descendentes através do DNA. Lógico que não se vê um filho falando dois idiomas no berço porque os pais falam, mas é a mecânica que faz, após milênios de diferença com as serpentes, um ser irracional “saber” que algo comprido e verde é sinal de perigo.

E é mais ou menos assim que nós herdamos uma predisposição a aprender o que é ameaçador. Um estudo de 2011 demonstrou que bebês não têm medo inato de cobras, mas aprendem mais depressa o risco que elas representam do que outras figuras, como coelhos ou flores.

Mas se o gato vê perigo no pepino, por que o mesmo gato que pula ao ser surpreendido, não tem medo se ele for mostrado com calma?

Por que temos medo de coisas que vagamente lembram perigo? Por exemplo: seu amigo resolve te sacanear durante o sono, colocando uma aranha de plástico na sua cama.

Por mais realista que a aranha seja, uma rápida examinada basta para notar algo estranho. Desperto, você absorve em questão de segundos que não é uma aranha de verdade. Mas meio sonolento, o homem se assusta e tenta afastar aquilo — tal qual os gatos pulando de medo do pepino. Entre sono e despertar, ele não teve consciência para analisar; mas assim que a imagem “bateu” em seu cérebro, algo lhe disse que havia perigo e desencadeou um reflexo. É o instinto agindo contra a surpresa.

Naquele instante pós-distração, o gato não tem tempo de avaliar o ambiente e os perigos: dá de cara com o corpo estranho e reage, como o rapaz com a aranha de plástico. Mas depois do choque, ele não tem mais medo. É como funciona para os gatos.

Não assuste seu gato

Pode ter graça na hora, mas lembre-se que animais também sofrem de problemas cardíacos. Além disso, fugir do pepino, pra ele, é questão de vida ou morte, e podem ocorrer acidentes se alguém ficar no caminho ou tentar segurá-lo.

O coitado pode desenvolver um sério stress ou trauma do ambiente em que a “brincadeira” aconteceu. Segundo Pam Johnson-Bennett, autora do livro Pense Como Um Gato, “Colocar pepinos perto de onde os gatos comem pode deixá-los confusos, porque eles frequentemente associam essas áreas à segurança e conforto. É algo cruel de se fazer“.

Então, já sabe: não faça.

Qual a Sua Reação?

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