10 mentiras sobre o espaço que a ficção contou, e nós acreditamos


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Ficção científica. Se é ficção, não tem obrigação de ser realista. É só uma história, ponto, todo mundo feliz.

Mas algumas fizeram tanto sucesso, ganharam tanto status, que aos nossos olhos leigos, se confundem com a realidade. Quem um dia não acreditou que um astronauta azarado, sem proteção no espaço, explodiria? Ou nas sensacionais explosões de naves com muito fogo (“é combustível da nave”)?

O lado “escuro” da Lua

O “lado escuro” é tão claro quanto o outro, como mostra foto do satélite DSCOVR, da NASA, que fica a 1.5 milhão de km da Terra.

Há uma face do nosso satélite natural conhecida como o “lado escuro da Lua”. Segundo certas obras de suspense e terror com sci-fi, é um lugar misterioso, com aliens malvados, escondidinhos e prontos para um ataque surpresa…

Mais de 99,99% da humanidade jamais terá a chance de ver o outro lado com os próprios olhos, porque a Lua tem rotação sincronizada com a Terra. Na prática, isso significa que o mesmo lado está sempre voltado para nós — aquele da figura que parece o São Jorge. Mas definitivamente não significa que oposto seja literalmente escuro. Ele está exposto à iluminação solar tanto quanto o lado “claro”.

A foto acima foi feita por um satélite que orbita a Terra a cerca de 1.5 milhão de quilômetros, “flagrando” o momento em que a Lua dava um de seus infinitos giros ao nosso redor. Parece que o lado mais interessante ficou voltado pra cá, não?

Distâncias e tempos envolvidos

Viajar até Andrômeda seria possível, mas a Terra teria envelhecido milhões de anos no retorno dos passageiros intergalácticos. Foto: montagem sobre imagem de Cory Poole

O espaço é grande. Não, é maior do que isso que você pensou como grande. É tão grande que, mesmo se tivéssemos uma nave que viajasse à velocidade próxima a da luz, levaria vários minutos (em tempo da Terra) chegar ao planeta mais próximo. Para a estrela mais próxima fora o Sol, alguns anos.

Mas nos filmes de ficção, nos acostumamos a ver a Enterprise e outras acelerando “velocidade de dobra, Sr. Sulu” e chegando ao destino em questão de segundos. Outros fazem viagens aos confins do espaço e retornam à Terra como se nada demais tivesse acontecido, ignorando um princípio básico: o da relatividade.

Para chegar à galáxia mais próxima, a Anã de Cão Maior, uma nave viajando perto da velocidade da luz gastaria uns 25 mil anos. Quem estivesse dentro da nave perceberia cerca de 3 anos de viagem, mas quem estivesse na Terra continuaria envelhecendo conforme nosso relógio atual. Logo, se o viajante chegasse ao destino e voltasse, teriam se passado 50 mil anos na Terra, mas pouco mais de 5 no relógio da nave. Para um ponto mais distante, como a Galáxia de Andrômeda, seriam quase 60 anos dentro da nave, mas 5 milhões de anos na Terra.

Um dos únicos filmes a respeitar isso é O Planeta dos Macacos. Na obra de Pierre Boulle (autor do livro), a humanidade viaja até as cercanias da estrela Betelgeuse, o que leva 650 anos “terrestres”, mas apenas 3 para os astronautas.

Planetas explodindo “facilmente”

Um planeta inteiro explodindo como se fosse um barril de pólvora…

Basta um vilão, um plano maligno e um raio gourmet…, digo destruidor e bum, lá se vai um planeta inteiro pro espaço, explodindo como uma bomba. Em Star Wars, é exatamente o que acontece com o pobre Alderaan.

Mas na vida real, destruir um planeta assim é virtualmente impossível (pelo menos com tecnologia conhecida ou teorizada). Para destruir a Terra, por exemplo, seria preciso acumular toda a energia produzida pelo Sol durante dias, canalizar num raio e emiti-lo rumo ao alvo de forma que não causasse perdas — eficiência máxima. Ou produzir uma arma de antimatéria, extremamente instável.

E mesmo assim, a explosão, aos olhos de um observador distante, seria “lenta”: horas, talvez até dias para um processo completo, desde o choque até o último frame do gif. Nem pensar em mega-explosões de 3 segundos.

Aliás, esse fogaréu todo nos leva a…

Gigantescas explosões com fogo

Grande batalhas espaciais podem ser um colírio visual no cinema, mas a maioria não tem nada de tecnicamente plausível.

Como você sabe, não tem praticamente nada de oxigênio no espaço, exceto em forma molecular. E também sabe que para ter uma bela chama, oxigênio é fundamental; sem ele, a reação química que permite existir fogo… não existe.

Então aquelas cenas de naves explodindo como se fossem bombas de gasolina, já sabe, né? Até poderia ter um pouco de fogo numa explosão com combustíveis, mas ele queimaria só o tempo que o oxigênio presente na nave (seja em gás ou oxigênio líquido) durasse antes de ser consumido ou tragado para o vácuo do espaço.

Dependendo do tamanho da nave, seria um efeito de explosão bem rápida — ou melhor, um efeito parecido com uma rápida implosão dos escombros, quando a pressão interna cedesse, com a consequente chama rapidamente desaparecendo, deixando a infeliz nave em forma de detritos.

Sons no espaço

Região central da Nebulosa do Caranguejo, restos de uma explosão supernova ocorrida no ano 1054 terrestre: mesmo um evento dessa magnitude não consegue transmitir som que chegue até nós.

Filmes de ficção usam e abusam de sons, como disparos de laser e explosões dramáticas em guerra espacial. Tudo bem que faz parte do espetáculo, mas é bom lembrar que nada daquilo poderia existir, pois o som não se propaga no espaço.

Se você lembrar um pouquinho do que aprendeu na escola, deve recordar como funciona o som: através da propagação de ondas vibratórias na atmosfera, que chegam aos nossos ouvidos e os excita. “Som” pode ser gravado no espaço como fez a NASA anos atrás: captou microondas emitidas por planetas e as converteu em sons. Mas no espaço nada é ouvido, pelo menos não do “nosso jeito”.

Seria chato um filme espacial silencioso, né?

Naves com tanques minúsculos

Nenhuma tecnologia conhecida ou imaginada seria capaz de acelerar a Millenium Falcon.

Filmes e jogos normalmente não se preocupam em explicar de onde naves com propulsão tiram sua energia. Alguns podem até mostrar a nave reabastecendo em algum “posto espacial” como se fosse um avião comum. Ou criam algum combustível exótico, com palavras como “nuclear”, “antimatéria”, “atômico”, etc.

Para acelerar naves às incríveis velocidades da ficção, seriam necessários tanques gigantescos (impraticáveis até o momento). Mesmo que elas fossem movidas por antimatéria, ainda assim não seria provável haver uma forma de reabastecer em qualquer proximidade de civilizações, já que um erro causaria uma explosão inimaginável — verdadeiros eventos de extinção.

Só dá pra aceitar mesmo quando dão a desculpa de usar uma tecnologia ainda inédita…

Campos de asteroides super densos

Pilotos habilidosos desviando de asteroides como motoboys entre carros: pra lá de improvável na vida real.

Cena típica das aventuras espaciais é o piloto desviando de asteroides depois de entrar num cinturão inesperado. Pedregulhos aparecem e ele vai cortando aqui e ali como um motoboy na hora do rush. Pura habilidade.

Mas o conceito é absurdo. Num cinturão de asteroides verdadeiro e típico, os corpos podem variar de “pedrinhas” a verdadeiras montanhas, indo de centenas de metros até quilômetros de distância entre si. Estima-se que no chamado cinturão principal do Sistema Solar, o espaço vazio entre cada asteroide seja de quase oito vezes a distância da Terra até a Lua. Nada parecido com o cenário empolgante e desafiador da ficção.

Mesmo naves enormes, ou até mesmo uma grande colônia espacial, não encontraria um corpo a cada cinco minutos… Uma nave ágil como as de filmes e games, então, seriam ainda mais insignificantes diante da escala das coisas.

Corpos congelando no espaço

Se seu corpo ficasse desprotegido no espaço, não congelaria quase instantaneamente como no filme Missão Marte.

Outra cena comum é a do astronauta azarado, que por qualquer razão fica sem proteção no espaço. Tão logo perde o traje ou parte dele, morre sem ar e em poucos segundos, congela como um picolé num freezer superpoderoso.

Corpos razoavelmente perto do Sol, como nós seríamos (considerando estar aqui pertinho), tendem a não perder o calor tão depressa, apesar da baixíssima temperatura do espaço. Isso porque simplesmente não há atmosfera para nos roubar o calor. Muito pelo contrário.

Mais certo é que seu cadáver vagando no espaço teria queimaduras por radiação solar antes de enfim, um bom tempo depois, se transformar numa espécie de múmia, seca e aí si congelada, num processo lento. Um corpo lançado sem proteção ao espaço levaria em torno de 10 horas para congelar, antes sendo tostado pela radiação — primeiro cozido, depois congelado.

Viagens hiper rápidas com desaceleração instantânea

Viagens mais rápidas que a luz com desaceleração e aceleração praticamente instantâneas, vai sonhando…

A nave acelera à velocidade quase da luz (ou mais que isso, uau), chega rapidinho ao destino programado e para de repente. Assim, como se nada tivesse acontecido. É outra cena comum e totalmente fictícia, seja hoje ou no futuro distante.

Se pudéssemos embarcar numa nave que atinge a velocidade da luz (o que tem n fatores impossibilitando) ou quase da luz, o percurso em velocidade máxima não seria percebido pelos navegantes por causa da dilatação do tempo — seria literalmente com uma viagem instantânea, como falamos antes.

Mas o tempo de aceleração e desaceleração não seria nem um pouco instantâneo. Dependendo da tecnologia e da distância pretendida, levaria meses ou até anos até atingir a “velocidade de cruzeiro”.

Pessoas explodindo no vácuo

Sim, a pressão em Marte é muito menor que na Terra. Não, você não explodiria nem ficaria com os olhos assim.

Cena recorrente: o astronauta se acidenta e acaba desprotegido no vácuo, seja numa câmara dentro da nave, ou no próprio espaço. O corpo infla até explodir, como em Outland, de 1981. Parece óbvio, porque afinal, a pressão interna do corpo é assaltada pelo total vácuo súbito, e aí…

Isso é mostrado com certa precisão em O Vingador do Futuro, em que o personagem de Schwarzenegger cai na superfície de Marte sem trajes e parece que vai explodir, os olhos saltando das órbitas (um exagero). Tem algum fundamento, já que a pressão interna do corpo causaria um “inchaço” das partes moles através da pele.  Como a atmosfera do Planeta Vermelho é muitíssimo mais tênue que a da Terra — menos de 1% —, quem resolvesse dar um passeio em trajes comuns estaria ferrado, com basicamente os mesmos sintomas de alguém perdido no espaço.

Mas nada que chegue a ponto de explodir: a pele bastaria para segurar órgãos internos e tudo mais no lugar. O principal efeito imediato seria o de efervescência na boca e olhos, já que no vácuo, líquidos fervem a temperaturas bem menores que os 100º C aqui da superfície da Terra. Ele também sofreria lesões instantâneas nos tímpanos, e se tivesse prendido a respiração antes do “passeio”, danos fatais nos pulmões. Mas sem explosões.

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